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Histórico de Jaguarão: Jaguarão


Jaguarão, corruptela de Jaguanharo: cão bravo ou onça brava, ou, segundo Alfredo de Carvalho, aumentativo português de Jaguar- teve suas origens em um Acampamento Militar, como, aliás, o tiveram vários Municípios do Rio Grande do Sul. Deve seu primeiro nome: “Guarda da Lagoa e do Cerrito”, a um posto fortificado de espanhóis, situado em 6km da atual cidade de Jaguarão, ali, em 1801, devido as questões militares/ entre Portugal eEspanha, estabeleceram-se as forças do Coronel Marques de Souza. Ajustada a paz, em virtude do armistício, a Coluna Marques de Souza retirou-se, ficando apenas uma pequena guarda de 200 homens sob o comando do Tenente-Coronel Jerônimo Xavier Azambuja.

Foi o acampamento dessa guarda que, se estendendo até onde hoje se assenta a cidade, deu início ao povoado.

O terreno ocupado pela povoação compreendia a área situada entre o arroio Lagões, a oeste; Quartel Mestre, a leste; rio Jaguarão, ao sul; e linha reta que une os dois pontos situados à meia légua do fundo, contada da foz daqueles arroios.

Pela Resolução Régia, de 31 de janeiro de 1812, foi a povoação elevada à Freguesia, sob a denominação de Divino Espírito Santo do Cerrito, e à Vila, pela Lei de 06 de julho de 1832, com o nome de Jaguarão.

A Vila prosperou, tornando-se Cidade pela Lei Provincial nº 322, de 23 de novembro de 1855.

Jaguarão tomou parte destacada em diversos acontecimentos militares de nossa história, entre os quais a Revolução Farroupilha em 1835 e a Invasão Uruguaia de 27 de Janeiro de 1865, quando caudilhos “Blancos” invadiram a cidade, chefiados por Basílio Muñoz.

Foi nesta oportunidade que Jaguarão conquistou o honroso título de “Cidade Heróica”, quando o coronel Manoel Pereira Vargas, à frente de um reduzido grupo de bravos combatentes, comandou a defesa da cidade, enfrentando o grande contingente de invasores orientais, que se retiraram, derrotados, pela costa do rio Jaguarão.

Posteriormente, quando foi restabelecida a paz, assim pronunciou-se o heróico Coronel Manoel Pereira Vargas: “- Salvei a força e defendi a cidade; tendo merecido o meu procedimento a aprovação do Exmo. Sr. Tenente-General Caldwell, que felicitou-me bem com a guarnição e os habitantes desta cidade, que tão heroicamente a defenderam dos assassinos orientais, e finalmente a aprovação dos meus bravos camaradas.

Tenho concluído. O país me julgará como merecer. (Jaguarão, 18 de maio de 1865. – Manoel Pereira Vargas).

JAGUARÃO - CIDADE HEROICA

Jaguarão, uma das portas de entrada do Sul, faz divisa com a cidade de Rio Branco, no Uruguai, à qual é ligada por uma ponte considerada magnífica obra de engenharia, inaugurada em 1930.

Jaguarão possui em torno de 32.000 habitantes, que se dedicam primordialmente à pecuária e comércio.

Ao visita-la o turista se encontra com a arquitetura em estilo neo-clássico das casas antigas, com suas ricas portas artisticamente esculpidas.

Duas atrações a cidade ainda reserva ao visitante: o Teatro Esperança, que data de 1846, e o Museu Dr. Carlos Barbosa Gonçalves que reserva o mobiliário original, jóias e objetos de arte da antiga residência do Ex-Governador do Estado do RS.

O artesanato Jaguarense em lã natural e artigos de couro também é famoso, destacando-se os ponchos, mantas e cobertas.

HISTÓRICO:

Jaguarão teve sua origem em um acampamento militar, como vários outros municípios do Estado do RS. Deve seu primitivo nome: “Guarda da Lagoa e do Cerrito” a um Posto Fortificado de Espanhóis. Foi o acampamento dessa guarda que se estendendo, deu origem ao povoado.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS:

Jaguarão possui área total de 2.148 km²
Está situado na região fronteiriça e circunvizinha com os municípios de Herval e Arroio Grande.

É banhado pelo Rio Jaguarão, em cuja margem esquerda se situa, e se estende até a Lagoa Mirim.

ASPECTOS ECONOMICOS:

A economia do município está alicerçada na pecuária e no cultivo de arroz.
Destaca-se a pecuária dado o valor e a qualidade de seus rebanhos.
A produção de lã também constitui-se em fator de relevante importância na economia do município.

PONTOS TURISTICOS:


Rio Jaguarão (Cais do Porto)
Horto Florestal
Cerro da Pólvora – Ruínas da Enfermaria Militar
Igrejas
Museu Dr. Carlos Barbosa
Ponte Internacional Mauá, um significativo marco da amizade e fraternidade que caracteriza as relações entre os dois países.
Instituto Histórico e Geográfico.


 
 
         

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