CONSTRUÇÃO CIVIL MOVIMENTA R$ 667 MILHÕES E REFORÇA PROTAGONISMO NA ECONOMIA REGIONAL.
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Em painel que celebrou os 20 anos do Jornal Tradição, presidente do Sinduscon/Pelotas apresentou indicadores do setor e abriu diálogo para projetos habitacionais com municípios da Zona Sul.
A construção civil responde hoje por um dos principais motores da economia de Pelotas. O setor movimenta aproximadamente R$ 667 milhões, representa 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal, gera cerca de 13 mil empregos diretos e impulsiona uma cadeia produtiva formada por 192 segmentos industriais, comerciais e de serviços. Os números foram apresentados pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (sinduscon) de Pelotas e Região, Marcos Fontoura, durante painel realizado na noite de terça-feira, nos pavilhões da Fenadoce.
A atividade integrou a programação comemorativa dos 20 anos de atuação do Jornal Tradição na Zona Sul e reuniu representantes de diferentes instituições ligadas ao desenvolvimento regional. Ao lado de Fontoura participaram o coordenador da Aliança Pelotas, Raphael Morales; o presidente da Fenadoce, Daniel Centeno; o vice-presidente da Associação Comercial de Pelotas (ACP), Fabrício Cagol; e o presidente da Azonasul e prefeito de Santa Vitória do Palmar, André Selayaran.
Ao apresentar o panorama econômico da construção civil, Fontoura chamou atenção para o efeito multiplicador da atividade. Segundo ele, para cada unidade monetária investida em um canteiro de obras, outras 18,9 unidades são movimentadas na economia, alcançando fornecedores, comércio, indústria, serviços e mão de obra especializada.
Outro dado apresentado mostra que as empresas associadas ao Sinduscon/Pelotas executam, em média, 150 mil metros quadrados de obras por ano, contribuindo diretamente para a geração de empregos, arrecadação de tributos e desenvolvimento urbano.
Além da atividade econômica, a construção civil também participa da expansão da infraestrutura das cidades. Somente neste ano, as medidas mitigatórias e contrapartidas executadas pelo setor devem representar aproximadamente R$ 9,8 milhões em investimentos destinados aos municípios, valor que poderá alcançar entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões ao longo da próxima década.
Para Fontoura, esses indicadores reforçam o papel estratégico da construção civil para o desenvolvimento regional.
"A construção civil é uma das grandes engrenagens da economia. Gera emprego, movimenta centenas de atividades econômicas e contribui diretamente para a qualidade de vida das cidades. É um setor que precisa ser ouvido e respeitado nas decisões que impactam o desenvolvimento regional."]
Agenda regional
Além da participação no painel, o encontro também abriu espaço para novas articulações institucionais.
Durante o evento, Marcos Fontoura e o presidente da Azonasul, André Selayaran, iniciaram tratativas para aproximar o Sinduscon/Pelotas das administrações municipais da região. A proposta é construir uma agenda de diálogo voltada ao desenvolvimento de projetos habitacionais de interesse social e à ampliação da participação das empresas locais em futuras iniciativas de moradia popular.
Segundo Fontoura, a aproximação entre o setor produtivo e os municípios pode contribuir para reduzir o déficit habitacional, estimular investimentos e fortalecer a economia regional por meio da construção civil.
"O Sinduscon reúne empresas com capacidade técnica e experiência para colaborar com soluções habitacionais que atendam às necessidades dos municípios. Queremos construir essa agenda em conjunto, sempre buscando desenvolvimento e qualidade de vida para a população."
A iniciativa deverá integrar as pautas institucionais do sindicato nos próximos meses, ampliando o diálogo com as prefeituras da Zona Sul e fortalecendo a participação da construção civil em projetos estruturantes para a região.




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